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Brasil em Cores

O que acontece quando transformamos as cores da nossa flora em ingredientes com poder tintorial? A coleção Brasil em Cores é fruto da colaboração entre Suvinil e o ateliê brasileiro Mattricaria, que realiza um trabalho experimental sobre plantas tintoriais e suas regiões de origem.

Nós nos inspiramos nessa arte de alquimia e selecionamos 60 cores, reunidas em 6 paletas repletas de vida e de brasilidade. É por isso que esta coleção marca o nosso aniversário de 60 anos!

Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. Esses lugares e suas plantas nos presenteiam desde sempre com aquilo que mais amamos: as cores!

Logo Suvinil 60 anos + Mattricaria
Role para explorar

Natureza em cores

Você conhece as “plantas tintórias?” Elas têm um potencial de corante natural! Por exemplo: ao olhar para uma casca de cebola, você imaginaria que ela pode oferecer um tom ocre dourado? Pois é! É possível retirar da terra a própria ferramenta para pintar, colorir e criar. Há séculos, plantas tintórias são utilizadas como corantes naturais para as mais variadas finalidades: extraindo de sementes, cascas e folhas as mais variadas tonalidades. Essa relação com a morfologia das plantas e como elas são usadas em diferentes regiões brasileiras é o fazer primordial da Mattricaria, ateliê criado pela brasiliense Maibe Maroccolo.

Maibe mergulhou em suas raízes brasileiras e se dedicou a pesquisar e mapear plantas tintórias, descobrindo também como usá-las no dia a dia. Surgiu, assim, a Mattricaria. O ateliê também registra receitas tradicionais voltadas às práticas artesanais, com foco em aplicações têxteis. A poesia não para por aí: o projeto existe há 7 anos e leva o nome científico da Camomila (Matricaria Chamomilla), que se refere à calma e à leveza — o modo de ação que norteia o fazer no ateliê. É desse trabalho poético, a nossa inspiração para a coleção Brasil em Cores.

Um reencontro com as raizes.

Estamos vivendo um momento de reencontro do ser humano com suas raízes. Há mais de um ano, estamos viajando para dentro de nós mesmos pela necessidade de ficar em casa. A frieza das telas nos fez querer buscar o calor da nossa origem e, por isso, muitas casas ganharam mais plantas, em um processo de redescoberta de nossa relação com a natureza. Dentro desse cenário, nossas paredes também podem ganhar a essência de uma ancestralidade através não só das cores, mas também dos ingredientes e da origem dos tons que escolhemos para pintá-las. Embarque nesta jornada através das paletas desta coleção, e resgate laços para redescobrir as suas raízes através dessas tonalidades.

Redescobrindo os territórios brasileiros.

O Brasil é vasto, e as diferenças entre as regiões demarcadas no mapa vão além do lugar-comum. As cores de cada território fogem dos clichês que imaginamos quando pensamos em regionalidades, e é por isso que, neste projeto, é a relação entre as plantas e a cultura que nos guia. O olhar sensível do ateliê Matriarca foi nosso condutor e, com ele, traduzimos as cores em definições surpreendentes. As cores desta coleção podem despertar memórias adormecidas e até lembranças da infância, de uma época de sonhos e pés no chão: ao descobrir a história por trás da cor retirada de cada espécie, você se sentirá como alguém que ganha uma mudinha para plantar em casa, eternizando uma parte da história da sua terra dentro do seu lar.

Conheça os kits dessa coleção

Clique aqui para ver o que separamos para você

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Quintal de uma casa com a paleta de cores Pampa.

Um guia para visitar os territórios da nossa coleção

Nesta coleção, você encontrará 30 plantas de diferentes regiões brasileiras. Para traduzir melhor o potencial tintório de cada uma, elas receberam um selo com a sua identificação botânica - ou seja, seu “nome” -, e também com a indicação de qual de suas partes foi utilizada para a extração dos pigmentos. Entre cascas, raízes e sementes, você poderá mergulhar na flora que nos inspirou a definir nossa cartela de cores. Tenha uma ótima viagem!

Identificação botânica de cada planta. Guia para visitar os territórios da coleção Brasil em Cores.

Selecione um território e comece a explorar!

Paletas de cores e amostras de tintas sobre uma mesa.
Amazônia: Ouçam todos minha gente, pois a Amazônia eu vou versar... Várias vozes nela habitam, vêm do mato, da terra e do ar, Vêm também das gentes de todos os lados que aqui fincaram raízes e por esse solo espalham seus relatos. Falam do avistamento de um boi que todos têm como sagrado da morte retornou à vida e sua dança tem semeado por esses arados. Ele é o boi-bumbá, boi do povo, nosso mito, pelas ruas cativa caboclos, negros e indios, em sua honra são feitas toadas que o reverenciam como ídolo. Contam ainda dos encantados que em meio à floresta fazem morada. Protegendo todo tipo de bicho e plantas todas sagradas. Vejam só o Crajiru e o Urucum, de flores e frutos em cachos... Decidiram nos reverenciar, cuidando de nosso corpo vexado por tantos males que maltratam o povo já fatigado. Em meio a essa floresta, tradição é fruto da terra que ajuda a gente a seguir e a se orgulhar.
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Amazônia: Ouçam todos minha gente, pois a Amazônia eu vou versar... Várias vozes nela habitam, vêm do mato, da terra e do ar, vêm também das gentes de todos os lados que aqui fincaram raízes e por esse solo espalham seus relatos. Falam do avistamento de um boi que todos têm como sagrado
Amazônia: da morte retornou à vida e sua dança tem semeado por esses arados. Ele é o boi-bumbá, boi do povo, nosso mito, pelas ruas cativa caboclos, negros e indios, em sua honra são feitas toadas que o reverenciam como ídolo. Comtam ainda dos encantados que em meio à floresta fazem morada.
Amazônia: Protegendo todo tipo de bicho e plantas todas sagradas. Vejam só o Crajiru e o Urucum, de flores e frutos em cachos... Decidiram nos reverenciar, cuidando de nosso corpo vexado por tantos males que maltratam o povo já fatigado. Em meio a essa floresta, tradição é fruto da terra que ajuda a gente a seguir e a se orgulhar.

Descubra as plantas da Amazônia

As tonalidades avermelhadas estão presentes em plantas, sementes e raízes. O Urucum, nome em tupi-guarani que significa “vermelho”, ajuda a definir a essência da região. Além das sementes do Urucum, outras plantas, como a Sangra d´Água - com seiva de cor avermelhada profunda -, e o Crajiru, cujas folhas revelam um vermelho rosado quando cortadas, também compartilham tonalidades semelhantes. Já o Cacau e a Copaíba são responsáveis pelas tonalidades marrons e azuladas da paleta.

As sementes do urucum possuem cores intensas e vibrantes e deixam sua marca por onde passam. O corante avermelhado utilizado pelos indigenas tanto na aplicação medicinal popular quanto em forma de pintura corporal.

Combinações para colorir

A paleta de cores da amazônia carrega a força dos vermelhos e laranjas. É equilibrada com um rosa leve e com tons neutros quente e frio. Crie composições inusitadas combinando essas cores entre si, e experimente usá-las para criar ambientes aconchegantes! A cozinha, por exemplo, é um ótimo lugar para aplicá-las.

Composições para se inspirar

Desperte sua imaginação com essas ideias de como aplicar a paleta em vários ambientes.

Composições para se inspirar

Desperte sua imaginação com essas ideias de como aplicar a paleta em vários ambientes.

Cerrado: Minha viola canta e chora por esse cerrado em que tenho vivido, minha história não é diferente da de tanta gente que tem aprendido, ser cerrado é ser matreiro igual peão de boiadeiro que na dança do boi logo alinha o compasso para não cair em derradeiro. A viola caipira exige a batida de palmas e de pés no chão, no tablado faz mais que bonito os que dançam a catira para o povão. O sapateado é firme e a poeira sai do chão, o violeiro comanda o compasso para todo lado é só empolgação. Por aqui em outubro se avista a rica florada do barbatimão, que nos lembra também que é possível curar as feridas do nosso sertão, nessa mata tem de tudo, é certo a ela dar atenção. Dela se tiram os remédios para o mundo, raizeiros ajudam em sua conservação. Minha viola assim termina no passo da dança sob o cajueiro que aprendeu a dançar com essa gente ofertando seu fruto em sinal de respeito o cerrado é tão profundo, sua queimada dói no peito. E tão logo que passa a secura, a vida se cura do fogareiro.
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Cerrado: Minha viola canta e chora por esse cerrado em que tenho vivido, minha história não é diferente da de tanta gente que tem aprendido, ser cerrado é ser matreiro igual peão de boiadeiro que na dança do boi logo alinha o compasso para não cair em derradeiro. A viola caipira exige a batida de palmas e de pés no chão,
Cerrado: no tablado faz mais que bonito os que dançam a catira para o povão. O sapateado é firme e a poeira sai do chão, o violeiro comanda o compasso para todo lado é só empolgação. Por aqui em outubro se avista a rica florada do barbatimão, que nos lembra também que é possível curar as feridas do nosso sertão, nessa mata tem de tudo,
Cerrado: é certo a ela dar atenção. Dela se tiram os remédios para o mundo, raizeiros ajudam em sua conservação. Minha viola assim termina no passo da dança sob o cajueiro que aprendeu a dançar com essa gente ofertando seu fruto em sinal de respeito o cerrado é tão profundo, sua queimada dói no peito. E tão logo que passa a secura, a vida se cura do fogareiro.

Descubra as plantas do Cerrado

Na paleta de cores deste bioma, os tons neutros são predominantes. Porém, suas cores são mais pigmentadas, dando a essa neutralidade mais personalidade. É possível notar tonalidades terrosas de verde através das folhas de Pequizeiro, planta com grande importância cultural e econômica da região. Além disso, o Jatobá, o Cajueiro e o Barbatimão são responsáveis pelas tonalidades mais rosadas e também puxadas para o marrom. Por fim, a Sucupira tem sementes que despertam tonalidades lindas de lilás e roxo.

Espécie nativa do cerrado, seu fruto, o pequi, possui uma polpa comestível, de sabor exótico e coloração amarela. Já as suas folhas resultam em tonalidades de verdes suaves a intensos. Planta de grande importância cultural e econômica da região do Cerrado.

Combinações para colorir

As cores do Cerrado são ideais para tingir um ambiente inteiro ou fazer uma combinação em cores opostas, que tal experimentar o tom rosado Árvore dos Sonhos com o verde da cor Sisal?

Composições para se inspirar

Veja exemplos de aplicações da paleta em espaços variados, e leve um pouco do cerrado para os seus ambientes.

Composições para se inspirar

Veja exemplos de aplicações da paleta em espaços variados, e leve um pouco do cerrado para os seus ambientes.

Caatinga: Onde tudo por um periodo adormece, é possível se ver a beleza das cores sertanejas cintilando por esse sertão tão imenso que nos envaidece. As caatingas são diversas assim como suas cores, vai no pulsar das chuvas pra tudo se embelezar e produzir seus sabores. E pra te mostrar o quão esse setão é colorido, falo da mandioca e da romã, ambas de tons belíssimos. Das folhas da primeira nascem tinturas que homenageiam a terra, das cascas da segunda as que saúdam o verdinho do sertão, quando as primeiras gotas de chuva tocam o chão falo assim tão orgulhoso, porque dessa terra conheço as riquezas... Dela se tira planta que enfeita, que se come, que cura  e que se faz tintura. Nela também se vê planta que guarda água, que pede folha e que é astuta, porque dorme enquanto não se tem chuva. É.. O sertão cala fundo no peito é tão cheio de vida: daquelas que nadam, rastejam, voam e que por ela andam produzindo seu próprio alimento. Mas, pra tudo isso ver, é preciso criar olhos seníveis, daqueles que conseguem enxergar a beleza naquilo que é simples. E não se admire, se de repentem depois dessa prosa sincera Tu começares a pensar diferente desses que traduzem nossa terra como tristezas: De mata que é só seca, de bicho que é só fome e de sertanejo que só sofre e reza em dias que o consomem. Sertão é... Ser tão mais!
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Caatinga: Onde tudo por um periodo adormece, é possível se ver a beleza das cores sertanejas cintilando por esse sertão tão imenso que nos envaidece. As caatingas são diversas assim como suas cores, vai no pulsar das chuvas pra tudo se embelezar e produzir seus sabores. E pra te mostrar o quão esse setão é colorido, falo da mandioca e da romã, ambas de tons belíssimos.
Caatinga: Das folhas da primeira nascem tinturas que homenageiam a terra, das cascas da segunda as que saúdam o verdinho do sertão, quando as primeiras gotas de chuva tocam o chão falo assim tão orgulhoso, porque dessa terra conheço as riquezas... Dela se tira planta que enfeita, que se come, que cura  e que se faz tintura.
Caatinga: Nela também se vê planta que guarda água, que pede folha e que é astuta, porque dorme enquanto não se tem chuva. É.. O sertão cala fundo no peito é tão cheio de vida: daquelas que nadam, rastejam, voam e que por ela andam produzindo seu próprio alimento. Mas, pra tudo isso ver, é preciso criar olhos seníveis, daqueles que conseguem enxergar
Caatinga: a beleza naquilo que é simples. E não se admire, se de repentem depois dessa prosa sincera Tu começares a pensar diferente desses que traduzem nossa terra como tristezas: De mata que é só seca, de bicho que é só fome e de sertanejo que só sofre e reza em dias que o consomem. Sertão é... Ser tão mais!

Descubra as plantas da Caatinga

As cores sertanejas da Caatinga refletem toda a riqueza dessa região. São tons mais quentes e aconchegantes, traduzidos em laranjas, marrons, verdes, vermelhos rosados e tons terrosos conquistados através de folhas de Mandioca, cascas de cebola, cascas de Romã e Timbó, e da Flor de São João.

As folhas da mandioca resultam em corantes de tonalidades que vão de suaves a intensas nos remetendo às cores da terra.

Combinações para colorir

Para criar conversas entre as cores e despertar a essência do território em qualquer ambiente, explore as combinações entre tons mais intensos com os tons claros, descobrindo ótimos contrastes. Essas tonalidades são perfeitas para dar vida e calor aos mais variados espaços.